"[...]mas faz-nos esboçar uma realidade supra-sensível compatível com o uso experimental da nossa razão. Sem uma tal precaução, não saberíamos fazer o mínimo uso de semelhante conceito e deliraríamos ao invés de pensarmos.[...]"

07
Fev 09

Durante aquele jantar desastroso em que os dois pares se enfrentam, ele cita descadaramente o sineiro de "A caça ao Snark" – E, se o disse três vezes, é verdade! É uma das minhas frases favoritas de toda a literatura, assim como a que se segue, bastante mais tarde, durante o duelo a vodka, de Hölderlin, trabalhada por Heidegger, o ciumento, dita em alemão antes de cair na rede do teatro: "Wo aber Gefahr ist, wächst das Rettende auch" (Mas onde há perigo, cresce também o que salva). Podemos dizer o mesmo dos filmes de Rivette? Sim, podemos.
E podemos também brincar com a vida e com o amor. Aliás, não sabemos fazer outra coisa.

 

A Cristina sobre um dos meus filmes da primeira década do séc. XXI. Et la suite.

escrito por José Carlos Cardoso às 23:00
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