"[...]mas faz-nos esboçar uma realidade supra-sensível compatível com o uso experimental da nossa razão. Sem uma tal precaução, não saberíamos fazer o mínimo uso de semelhante conceito e deliraríamos ao invés de pensarmos.[...]"

12
Out 08

 Volto ao meu ponto. Se não falamos da academia (essa Arcádia desligada da cidade e a que se acolhem muitos dos grandes nomes da literatura americana) mas do mercado e do «leitor comum», então o secretário da academia sueca, ressalvando aquelas questões que referi ao início, está inteiramente certo na sua denúncia da escandalosa situação da tradução de obras literárias nos EUA e do isolacionismo da sua literatura. O resto, lamento dizê-lo, é apenas mais uma ocorrência de americanismo acéfalo. Ou seja: uma conversa da treta.


P.S. Como se pode ler por exemplo aqui, a reacção dominante nos EUA à atribuição do Nobel a Le Clézio - «Clezi-who?» -, só evidencia, e cito, que «the American literary scene is almost entirely inward looking».
 
 
Osvaldo Manuel Silvestre sobre as declarações do secretário da Academia sueca e o imperialismo na Literatura. Subscrevo por inteiro.
escrito por José Carlos Cardoso às 23:42

15
Set 08

 

Dominique Fernandez, que escreveu um estudo importante chamado L’échec de Pavese (1968), diz que os grandes diários intimistas (de Amiel, Kafka, Pavese) servem aos seus autores como «defesa», «protesto», «refúgio», «vingança», «(...)et en même temps le moyen de parfaire leur autodestruction en les coupant peu a peu de leur entourage et en les rendant inaptes à la communication sociale». É que a «exposição» é uma forma de isolamento. 

 

Pedro Mexia no Estado Civil

escrito por José Carlos Cardoso às 21:38

08
Set 08

 Entrou hoje em funcionamento o site PNETliteratura coordenado por Luis Carmelo. Fica ali estacionado à direita.

escrito por José Carlos Cardoso às 20:00
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