"[...]mas faz-nos esboçar uma realidade supra-sensível compatível com o uso experimental da nossa razão. Sem uma tal precaução, não saberíamos fazer o mínimo uso de semelhante conceito e deliraríamos ao invés de pensarmos.[...]"

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Out 08

 Volto ao meu ponto. Se não falamos da academia (essa Arcádia desligada da cidade e a que se acolhem muitos dos grandes nomes da literatura americana) mas do mercado e do «leitor comum», então o secretário da academia sueca, ressalvando aquelas questões que referi ao início, está inteiramente certo na sua denúncia da escandalosa situação da tradução de obras literárias nos EUA e do isolacionismo da sua literatura. O resto, lamento dizê-lo, é apenas mais uma ocorrência de americanismo acéfalo. Ou seja: uma conversa da treta.


P.S. Como se pode ler por exemplo aqui, a reacção dominante nos EUA à atribuição do Nobel a Le Clézio - «Clezi-who?» -, só evidencia, e cito, que «the American literary scene is almost entirely inward looking».
 
 
Osvaldo Manuel Silvestre sobre as declarações do secretário da Academia sueca e o imperialismo na Literatura. Subscrevo por inteiro.
escrito por José Carlos Cardoso às 23:42

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